BIBLIOTECONOMIA

Ramo científico e de conhecimento humano que se dedica à prática da organização de documentos (livros, coleções diversas, arquivos em sites e digitais, entre outros) em bibliotecas, físicas ou virtuais, para acesso da população e/ou pelo maior número de interessados.

É considerada uma “ciência da informação”. Seleção, aquisição, tombamento, armazenagem e conservação são as etapas principais de um documento em uma biblioteca, além da divulgação, em mídias diversas, das ações realizadas. Também diz respeito às instalações físicas, regras, empréstimos, acessibilidade e inclusão e outras atividades (como hora do conto, clube de leitura, teatro etc.).

As primeiras grandes bibliotecas surgiram ainda na Antiguidade, em Alexandria (40 a 60 mil rolos de papiro dispostos em ordem) e Nínive (tábuas de argila). Na Idade Média e Idade Moderna, ocorria uma restrição do acervo, com bibliotecas fechadas e restritas à monastérios.

A partir da segunda metade do século XIX, a Biblioteconomia começou a tomar forma, através de tratados em várias partes da Europa. A grande revolução na área ocorreu em 1873, nos EUA, com o catálogo-dicionário de Melvin Dewey, que foi responsável pela classificação e padronização de obras literárias em bibliotecas em vários países.

No século XX, ampliaram-se os leques de composição das bibliotecas, aumentando a interatividade do leitor, sendo o centro de um estímulo à leitura e acesso ao acervo. Com as novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s), novos conceitos, acesso à coleções e arquivos on-line exigem maior qualificações
e conhecimento do bibliotecários. Além do livro impresso e tradicional, os arquivos em formatos eletrônicos ganham um imenso espaço no acesso à informação.

A profissão de bibliotecário é reconhecida por lei no Brasil. Há entidades de classe e cursos na área em nível superior, em universidades federais e privadas.

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