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A ideia de criação de uma comunidade de países e povos que partilham a Língua Portuguesa – nações irmanadas por uma herança histórica, pelo idioma comum e por uma visão compartilhada do desenvolvimento e da democracia – foi sonhada por muitos ao longo dos tempos. Em 1983, no decurso de uma visita oficial a Cabo Verde, o então ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal,
Jaime Gama, referiu que: “O processo mais adequado para tornar consistente e descentralizar o diálogo tri continental dos sete países de língua portuguesa espalhados por África, Europa e América seria realizar cimeiras rotativas bienais de Chefes de Estado ou Governo, promover encontros anuais de Ministros de Negócios Estrangeiros, efetivar consultas políticas frequentes entre diretores políticos e encontros regulares de representantes na ONU ou em outras organizações internacionais, bem como avançar com a constituição de um grupo de língua portuguesa no seio da União Interparlamentar”.
Machado de Assis, grande nome da Literatura Brasileira. Imagem de Internet.
A Literatura no Brasil, que é muito ligada à de Portugal e que por muito tempo esteve atrelada ao pensamento português, tem, nos relatos documentais da Chegada dos Portugueses ao Brasil, o ponto de partida para a formação de nossa identidade literária e cultural. O período do Romantismo (a partir de 1836) foi um marco da autonomia das manifestações literárias brasileiras. As principais Escolas Literárias no Brasil foram, na seguinte ordem:
Quingentésimo (1500 – 1601): ligada à Chegada dos Portugueses, com textos informativos sobre as terras novas;
Barroco (1601 – 1728): Introduzido pelos Jesuítas, era voltado à catequização e se expande, a partir do século XVII, para os centros de produção açucareira, na Bahia, através de Igrejas. Também teve grande influência em Minas Gerais.
Arcadismo (1768 – 1836): Caracterizado por produções líricas, satíricas e épicas, surgido na Europa do século XVIII. A obra dos árcades brasileiros pode ser dividida em “poemas líricos”, “obras satíricas” e “literatura épica” e tem, como grandes expoentes, Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e Cláudio Manuel da Costa.
Romantismo (1836 – 1881): Foi um importante movimento do século XIX, com representantes brasileiros da prosa e da poesia, com características de que a visão de mundo se contrapunha ao racionalismo do período anterior, além do egocentrismo (exaltação do “eu” acima de tudo), idealização de ícones heroicos ou femininos e também a fuga da realidade e a melancolia.
Realismo e Naturalismo (1881 – 1922): O realismo é uma vertente literária que retrata a vida e a rotina das pessoas comuns (exemplo: Dom Casmurro, de Machado de Assis). O naturalismo, por sua vez, mostrava um lado mais sombrio da vida do homem comum, com a inclusão de temas como violência e corrupção (ex: O Cortiço, de Aluísio de Azevedo).
Parnasianismo (1882 – 1922) e Simbolismo (1893 – 1922): Movimento de oposição à estética romântica e à poesia. O Simbolismo se impôs na poesia e diversas outras expressões artísticas.
Pré-Modernismo (1902 – 1922): Antecedeu o Modernismo; surgimento da literatura regional e proximidade com a realidade brasileira (autores: Monteiro Lobato, Lima Barreto, Euclides da Cunha).
Modernismo (e suas outras correntes que alcançam a Literatura contemporânea): a partir de 1922, com a Semana de Arte Moderna, em São Paulo, os padrões literários brasileiros passaram por uma grande revolução. Atualmente, a literatura brasileira tem estilos diversificados e diversos autores renomados no Brasil e no Exterior.
Técnica artística que consiste em movimentação de imagens, fotográficas, por gravação de fitas ou películas ou, de forma recente, computadorizadas. Foi inaugurada oficialmente em 28 de dezembro de 1895, em uma sessão de exibição pública feita pelos irmãos Louis e Auguste Lumiére, um cinematógrafo, a primeira câmera da história, que gravava e projetada as imagens. Um dos primeiros filmes de ficção da história foi Viagem à Lua, em 1902, pelo mágico francês Georges Méliès. Desde os filmes em preto-e-branco e mudos até os filmes em 3D e alta definição, além das tecnologias domésticas, como o VHS, o DVD, a TV paga, as plataformas on-line e os streamings, o cinema sempre garante diversão para todos, com os mais diversos gêneros (comédia, romance, drama, animações, suspense, ação, aventura, terror, ficção científica, documentários, policiais, épicos e de fantasia, entre outros). Para a criação de um filme, ocorrem as seguintes etapas: a) sinopse: descrição da ideia e resumo do filme pelo autor; b) argumento: história completa sem os diálogos e orientações de cena; c) roteiro: descreve os acontecimentos, diálogos e cenas, que serão imaginados pelo diretor, técnicos e os atores; d) equipe: escolha do elenco e produtores; e) análise técnica: lista de tudo o que é necessário para o filme, escolha de lugares, cenas, figurinos, etc; f) filmagem: orientação aos técnicos e atores por parte do diretor, com repetição das cenas quantas vezes forem necessárias, com diferentes lentes e ângulos, além de não serem gravadas na mesma sequência que aparecem no filme; g) montagem: processo das imagens gravadas, sendo reveladas para ser transformadas em imagens de vídeo digitalizadas no computador, sendo editadas para a edição final vista no cinema; h) efeitos especiais: muitas vezes aplicados dentro da edição do filme, em arquivos de alta resolução como letreiros e efeitos especiais; i) sonorização: inserção de músicas, ruídos e diálogos no filme, antes, durante e/ou depois das filmagens; j) distribuição: quando o filme é comercializado para exibição nas salas de cinema e, em muitas vezes, tendo seu retorno garantido pela bilheteria (ingressos). Até os dias de hoje, o cinema é um dos mais importantes entretenimentos do ser humano. Há diversas premiações que valorizam os profissionais da área, como atores e atrizes, produtores, diretores e outros (Oscar, Festival de Cannes, Festival de Veneza, Globo de Ouro, Festival de Gramado, por exemplo).