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ESPANHOL

Imagem de Internet

A língua espanhola, assim como a portuguesa, foi originada do latim vulgar e atualmente é uma das línguas mais faladas do mundo (com quase 600 milhões de falantes), desempenhando um papel cultural significativo em diversos países, sobretudo na Europa e América Latina. Também denominada castelhano, suas raízes remontam à Península Ibérica, durante as conquistas do Império Romano. Ao passar dos tempos, houve o desenvolvimento de vários dialetos que emergiram na região, especialmente no Reino de Castela, durante a Idade Média, fazendo com que recebesse diversas influências de linguagens e culturas, como a dos árabes, por conta da ocupação muçulmana da Península Ibérica entre 711 e 1492. A expansão da língua espanhola se deu a partir do século XVI, com a colonização das Américas, tornando uma língua oficial de 21 nações e sendo a segunda língua materna (ou nativa) mais importante do mundo (460 milhões de pessoas). Também é uma das seis línguas oficiais das Nações Unidas, além de ser estudada em todo o mundo,  especialmente nos Estados Unidos, onde mais de 48 milhões de pessoas falam espanhol. Em algumas regiões do Brasil, o espanhol faz parte do currículo escolar. Com uma diversidade cultural extensa (música, cinema e obras literárias consagradas, como Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes), o idioma espanhol possui pelos menos 25 variantes e dialetos confirmados, como os centro-nortenhos e meridionais, relacionadas às influências regionais e culturais, fazendo com que a língua espanhola seja dinâmica e evolua sempre, conectando milhões de pessoas ao redor do mundo. Os países de língua oficial ou cooficial espanhola são os seguintes: Espanha, Porto Rico (EUA), República Dominicana, Cuba, México, Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Paraguai, Argentina, Uruguai, Guiné Equatorial e Filipinas.

 

EL NIÑO

Fenômeno de aquecimento das águas do Oceano Pacífico que influencia as temperaturas e as chuvas, alterando o clima do planeta e tendo grande impacto no território brasileiro, caracterizando-se por chuvas no sul e seca no norte. O termo, de origem espanhola (em português, “O menino”), surgiu no Peru e é relacionado à ocorrência do fenômeno, geralmente na época do Natal. O El Niño se forma a partir da diminuição dos ventos sobre o Oceano Pacífico; assim, na superfície ficam as águas mais quentes, sem se misturar com o fundo do mar, de temperatura mais fria, aumentando a evaporação e as chuvas no centro do oceano. Não se sabe ao certo quando surgiu o fenômeno, mas desde o início do século XX se sabe que o El Niño pode ocorrer em um intervalo de dois a sete anos. Há um fenômeno oposto, que ocorre nas mesmas regiões, porém com menos intensidade e resfriamento das águas, o chamado “La Niña”.