ALEIJADINHO

Nascido em 1730 e falecido em 1814, é o apelido de Antônio Francisco Lisboa, filho de um arquiteto português e uma escrava, que deixou de ser escravo pelo pai ao nascer. Aprendeu arquitetura e escultura e tornou-se um dos maiores artistas da história e o grande nome do Barroco Brasileiro. A ele, se referem destacam obras como Os Doze Profetas e Via Crucis (Congonhas) e várias obras em diversas cidades históricas de Minas Gerais (entre elas, Ouro Preto, São João Del Rei e Mariana). Segundo consta, de 1777 em diante, Aleijadinho foi vítima de lepra deformante, o que não o impediu de fazer grande obras-primas. Morreu esquecido e pobre em Ouro Preto (outrora Vila Rica), mas deixando um grande legado para a arte brasileira.

ALEGRETE

Maior município gaúcho em superfície, com 7.800 km² de área, localizado na Fronteira Oeste, com cerca de 76 mil habitantes e a 505 km da capital do estado, Porto Alegre, foi a terra natal de Oswaldo Aranha (1894-1960), um dos grandes nomes da política mundial, e chefe da delegação brasileira, na primeira Assembleia Geral das Nações. Unidas, em 1947. Também nascido em Alegrete, mas identificado com Porto Alegre, Mario Quintana (1906-1994) foi um dos grandes nomes da poesia brasileira, mesmo deixado em segundo plano pela Academia Brasileira de Letras. A família de músicos tradicionalistas, Os Fagundes, compôs um dos hinos de referência do gaúcho (“Não me perguntes onde fica o Alegrete, Segue o rumo do teu próprio coração…”). Na área esportiva, realiza, desde 1980, o Efipan, torneio de futebol infantil anual, que já revelou talentos como Ronaldinho Gaúcho. Abriga o famoso Posto Texacão do Caverá, a pouco mais de 110 km da fronteira com a Argentina, às margens da BR-290. Os rios Ibirapuitã e Ibucuí são os mais importantes que correm pelo território alegretense, que tem ainda vastos campos e lavouras de arroz e gado bovino, sendo um dos maiores produtores agropecuários do Estado.