
As histórias em quadrinhos (ou HQs, ou gibis) são uma forma de arte narrativa gráfica que combina imagens e textos para contar histórias de maneira dinâmica e envolvente, sendo uma forma popular de entretenimento, acessível a leitores de todas as idades, encontrada em revistas, jornais, gibis e até na internet.
Possui, como características e fundamentos básicos: a) apresentam enredo, personagens, tempo, lugar e desfecho; b) combinação de linguagem verbal e não-verbal que promovem a compreensão da história; c) presença de balões de fala em que são inseridos os diálogos dos personagens, que podem ter diferentes formatos e estilos, indicando a intenção da fala, como conversas, sussurros ou gritos; d) uso de onomatopeias, palavras que imitam sons com o objetivo de enriquecer a narrativa, como “bang” ou “tic-tac”.
As origens da História em Quadrinhos remontam à era das pinturas rupestres (há 35 mil nos), porém, o formato moderno começou a se desenvolver no final do século XIX, especialmente nos EUA. No Brasil, Ângelo Agostini é considerado um dos pioneiros das HQ’s, com suas obras publicadas em 1869. A invenção da imprensa com equipamentos a vapor e do papel-jornal popularizou o acesso às Histórias em Quadrinhos, alcançando um público maior e, em muitos casos, contribuindo para a alfabetização (ex: Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa). Além de entreter os leitores, as HQ’s promovem a reflexão de temas
importantes e o desenvolvimento de uma cultura própria popular e global (exemplos: Superman e Batman) Há ainda temas abordados nas HQ’s, como as questões políticas e sociais (Mafalda, de Quino), folclore brasileiros (Turma do Pererê, de Ziraldo), regionais (Radicci, de Iotti) sátiras à sociedade e fatos históricos (Recruta Zero, de Mort Walker; Hagar, de Dik Brownee; As Cobras, de Luiz Fernando Veríssimo). Também merecem destaque as histórias de Walt Disney (Pato Donald, Tio Patinhas, Mickey e outros).
O mercado de histórias em quadrinhos no Brasil passou por diversas fases, algumas delas com grande comercialização de revistas, entre os anos 1940 e 1970. Atualmente, as HQ’s ganharam espaço na Internet, mas também tem o seu público fiel e tradicional e seguem sendo comercializadas de forma impressa.
